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Trabalhar juntos e na diversidade é desafio e proposta central para Signis Brasil em 2023
Trabalhar juntos e na diversidade é desafio e proposta central para Signis Brasil em 2023
Nova diretoria da associação prevê chegada de novos projetos, sem abrir mão das iniciativas empreendidas na gestão anterior.
Há 2 anos - por Cléo Nascimento

O ano de 2023 será de muito trabalho para a Signis Brasil. Isso é o que espera e para o que se prepara a atual e recém-renovada equipe executiva da associação, cuja formação já traz um indicativo de como deseja atuar neste novo momento: caminhando juntos na diversidade.
Alessandro Gomes |
Considerando o atual momento da Igreja, essa diversidade só faz sentido se acompanhada de outra palavra, que deve circular com frequência entre os associados Signis: "juntos". Não por acaso, uma das primeiras expressões ditas por Alessandro Gomes ao reassumir o cargo foi "caminhar juntos".
"O Papa Francisco tem nos chamado constantemente à sinodalidade. Isso é algo que não abriremos mão e vamos incentivar que os associados trabalhem nesse sentido. Vamos respeitar as diferenças, a individualidade e os carismas de cada veículo e de cada pessoa, mas vamos trabalhar para que haja uma sinergia e ações conjuntas que nos levem à construção da paz", explica Gomes.
Essa fala encontra eco nas mais recentes declarações do Papa. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, o pontífice aponta que "é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos", referindo-se também à situação de pandemia de Covid-19 que afetou o mundo inteiro.
Desafio e coragem
Jessica Maia |
"Olho para essa gestão e vejo os frutos dos últimos anos de trabalho da SIGNIS, sobretudo com os jovens. Me sinto muito grata pela oportunidade e com o desejo de colaborar cada vez mais, pela construção de uma Cultura de Paz que tanto nos move", diz a jornalista.
O sentimento de desafio também é compartilhado pela coordenadora de jornalismos da Rede Imaculada, Angelica Lima, que secretariará a entidade neste novo triênio. Ela vê muito trabalho pela frente, mas se sente encorajada, pois "estar ao lado de grandes profissionais da comunicação católica é um grande privilégio e sei que vou aprender muito durante esta caminhada".
Membro do grupo desde 2005, Geizom Sokacheski aceitou a vice-presidência estimulado pela oportunidade de ampliar o trabalho que já vinha realizando com as TVs católicas. Ele participou da fundação da Signis Brasil em 2010 e "esta nova etapa é continuar a alimentar esse sinal de fogo (SIGNIS) para manter e expandir nossa presença e serviços na comunicação em objetivos comuns".
Signis não é uma sigla, mas constitui-se da palavra Signo que significa sinal e Ignis, fogo. Portanto, move-se como sinal sob a força do Espírito Santo. Essa explicação complementa o raciocínio de Geizom e dá indícios sobre como fazer com que esses objetivos se concretizem trilhando um caminho sinodal.
Juntos na diversidade
Falar em diversidade não é a mesmo que falar em divisão. Embora, uma interpretação equivocada ou a negação da existência dessa condição possa gerar conflitos, a diversidade é saudável e promove o crescimento do grupo.
Na primeira Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo aconselha os membros de uma das comunidades a viver em harmonia e "unidos no mesmo modo de pensar e no mesmo propósito" (I Cor 1, 10). Certamente Paulo sabia das divergências de opiniões em determinados temas, mas o que os unia tinha que ser mais forte: "Será que Cristo está dividido?" (I Cor 1, 13).
Angélica Lima |
Como organização que congrega a mídia católica, entre as finalidades da Signis está: "Animar, promover e assessorar o trabalho de seus membros, para chegarem ao mais completo desempenho de sua missão e melhor desenvolvimento técnico, através da união e de estreita colaboração" (Estatuto Social da Signis Brasil). Essa ação, portanto, independe do tipo de veículo, linha editorial ou forma de pensar de seus dirigentes.
"Nós temos muitas coisas que nos unem, muito mais do que imaginamos. Queremos fazer com que elas brotem e deem frutos", afirma Alessandro Gomes. E a primeira delas é a missão de estar presente na sociedade como um testemunho cristão.
A nova diretoria quer manter um dialogo aberto com os associados, seguindo o conselho do Papa Francisco, através de uma atitude de escuta das necessidades dessa realidade diversa: "Só assim, encontraremos a via correta para caminharmos juntos, na solução dos problemas que não são de setores isolados, mas que fazem parte do todo porque estamos juntos. Sem perder a identidade própria de cada setor, ao viver essa Sinodalidade poderemos contemplar nas ações de modo concreto, aquilo que nos une", diz Jessica Maia.
Projetos
Geizom Sokacheski |
Segundo Geizom Sokacheski, o enfoque sempre será animar, unir e congregar profissionais da comunicação, priorizando o atendimento das instituições de inspiração cristã, mas em especial, nos próximos três anos "incentivando a entrada de novos associados e colaboradores, criando novos setores e departamentos, olhando ao mundo secular e especialmente a juventude, para que a longo prazo essa atenção, zelo e presença que foram criados na instituição não se percam e continuem a oferecer a comunicação de paz atingindo milhares de pessoas".
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